segunda-feira, 11 de março de 2013

Dialogo de conto e poesia




O fim...
Mas digo no fim mesmo,
Quando só resta no peito tristeza e um amor frustrado,
A despedida é apenas pelos olhos úmidos que se encontram
E logo se afastam...
A rua que vazia era uma extensão da felicidade que reinava
Com cachorros fazendo algazarras.
Hoje é apenas silenciosa e vazia como meu coração.
O que precisa ser apagado não são os números e muito menos os sms,
É preciso apagar a saudade, a devoção e a estranha necessidade de querer te por perto.
Os presentes que dei...fique com todos.
Quero apenas meu coração de volta,
Sem marcas,
Nem cicatrizes.
Sonho com rompimento sem dor.
Coitado!
Minhas memórias me enganam,
Despedaçam o meu espírito,
Maculam minha alma,
Meu peito dói constantemente
E você não está aqui para fazer tudo isso cessar,
Mesmo se tivesse,
Esse poder já não lhe pertence,
Pois o rancor gera raízes profundas.
O amor deu lugar à fuga desordenada,
Álcool ou algo que engana,
Entorpece...
Preencher o que me foi tirado mesmo que por poucos segundos.
Busca, busca, busca...
E só me sinto vazio, triste e cheio de feridas que teimam em não cicatrizar.
Será se você percebe minhas frases feitas e
Meus alfinetes pronto para te cutucar?
Nos finais de semana me suicido,
Para ressuscitar nas segundas amargas
Arrastar-me por entre pessoas que se julgam melhores.
Assim segue a vida,
Cambaleando na corda bamba,
Como meu juízo
E vivo como se a dor da perda fosse eterna. É?
Ambos estamos livres, Para escolher e viver as conseqüências de nossas escolhas,
Sendo felizes enquanto o resto sofre,
E o amor no peito morre.

Diogo Ramalho

Um comentário:

Edlene Damaceno disse...

Adoro ler seus poemas, parabéns pelo Blog.