segunda-feira, 16 de novembro de 2015

X



Às vezes é só pela falta do que fazer,
Poesia,
Baseado,
Séries de tv
E álcool
E o gosto pelo excesso,
Como um grito que se solta da garganta.

Às vezes é só pelo medo de abandonar a solidão,
O costume de estar só,
Velhos hábitos que impedem de avançar.
Às vezes é só pela insegurança
Que vivo em eterna tempestade
E nunca atingir a bonança.

Ás vezes sou feliz
E posso conquistar o mundo,
A felicidade que me vendem,
Não é a que eu almejo,
Ela é simples
E não importam os lucros, a influência ou o sobrenome,
Não há valores.

Todas às vezes sou minha poesia,
Minha música
Cada verso,
Cada palavra,
Cada erro gramatical,
Cada vírgula fora do lugar.
Sou eu...Sou eu,
E as vezes  interajo,
Reajo e até consigo socializar!


Diogo Ramalho

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Eu Digo Não!!!

*A triste experiência de trabalhar no Mc'Donald's
Poema antigo de 2005, reencontrado.

Eu digo não! Não aos Big e aos Super Size, Aos CB*,HB* e aos Quarteirões. Eu digo não! Não aos Duplos aos Tasty E ao "SIM SENHOR OBRIGADO, DESEJA MAIS ALGUMA COISA? Eu digo não! Não a semi-escravidão, Não as multinacionais, Digo não a Mc'gordura, Ao Mc' colesterol E àquele palhaço do inferno. Eu digo não!Não!Não!E não! A tudo que seja Mc, A tudo que seja Donald's, A tudo que seja Ronald e sua Turma. Eu digo não! A tudo que seja Mc, A tudo que seja Donald's, A tudo que seja Mc'Donald's CB*: Código interno do Mc'Donald's para cheeseburguer. HB*: Código interno Mc'Donald's para Hamburguer. Diogo Ramalho

Luta

Vagando por entre sombras enfrento a noite
Toque de recolher inicio do açoite
A mão pesada desce, ferindo a carne
Escorre o sangue quente e a pele arde.
Arrastam-me pelas pernas e me batem
No escuro ouço os sorrisos dos servos da maldade
E os olhos de meus algozes estão por toda parte!
A dor não acabará ao amanhecer,
Até quando?
Por causa da cor,
Ou de escolhas que diferem reproduzidas pelo opressor.
Pelo pseudo erro fatal eu luto,
De escolher meus amores,
De como usar meu cabelo
E pela liberdade de culto.
O Levante dos oprimidos está chegando pra mudar tudo.



Diogo Ramalho

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Aos cuidados



Não há o inteiro,
Existo como fragmento,
A vida de um vaso que já foi derrubado tantas vezes que não se contam mais os pedaços
Remendado sempre faltando um pedaço,
Grande,
Miúdo,
Sempre um pedaço por faltar.

Mosaico de tantas aventuras e desventuras
Que me fazem irremediavelmente o que sou!
Nunca inerte,
Sempre algo a contar,
Uma cicatriz que ainda sangra.
A capacidade de assustar muito maior que a de socializar.

Uma imagem em cada caco de espelho que se espalha pelo chão,
Sou cada um deles...
Debaixo do sol,
Escondido da chuva,
Sentindo a brisa leve que acaricia meus cabelos,
A criança simplória que sonha em ser astronauta.

Ainda falta muito
Até que não sobre nada,
Muita cola e durepox ainda estão por vir.

Aos cuidados de um bom destino.



Diogo Ramalho

domingo, 12 de julho de 2015

Encantamento ou Lá no alto

Foi justo naquele momento que não sei bem precisar
Aconteceu o encantamento
E o poeta pois se a versar.
Era sua necessidade poetizar tudo que via,
Mas diante de tanta beleza não sabia o que escreveria em sua humilde poesia.

Poeta bobo, desajeitado, escrevendo muito pois seu mal costume é ficar calado,
A inspiração poética vai a loucura
E a casa se torna se torna pequena
Buscando a rua,
Parando hipnotizado
Olhando para o alto
Admirando a Lua!

Diogo Ramalho

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cobra com Xis

Cuidado com a cobra que aos pés rasteja,
E quando tiver de bobeira irá te picar,
Ferindo mais que a pele,
Caminho que segue sabendo onde tudo isso vai dar!

Enrola-se em uma abraço
Cada vez mais apertado
E o fim desse afago,
É de tirar o fôlego,
Deixar sem ar!

Confiança excessiva é fria,
Dando valor a superficilidades
E se conhecer de verdade!

Cuidado! Cuidado!

O bote está armado,
O covil preparado
É hora de atacar!

Cuidado com a cobra que aos pés rasteja!


Diogo Ramalho

segunda-feira, 18 de maio de 2015

II

Objetivo comum,
Lutas que se entrelaçam.
Ação,
Mudando a realidade de forma orquestrada!

Diminuindo o pensar desnecessário,
Na transformação do levante diário
Muitos resultados,
Colheita de sementes antigas.

Há em todos uma inquietude,
Que grita por mudança,
Que insistem em soprar a brasa
Gerando o fogo que se propagará de tal forma que poderá nos tirar da escuridão,
Nos tirar da escuridão,
Da escuridão!

Diogo Ramalho

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Plano

Se há na vida um plano,
O desconheço e desando,
Como seguir reto se não enxergo a linha?

Falsa relação que definha
Sobre o pretexto de tomar direção.
Você sabe qual caminho seguir?

Passo após passo marco o compasso que está prestes a desandar,
Universo mais que efêmero,
Desculpas e efeitos
De um futuro que não consegue controlar.
E mais um dia acaba,
E não há respostas.

Procurando em runas e tarot saber o tamanho do buraco que as ações construíram,
Esperando apenas o inevitável momento onde pisarás em falso
Caindo na cova que com as próprias mãos abriu.

Embriaga-te com a sensação de uma falsa liberdade,
Mudar o molde,
Ampliando os espaço,
A mesma gaiola de ratos.

Não há planos,
Apenas pilotos que fingem enxergar as linhas que deve seguir.

Seguir?
O caminho se abre a facão!

Qual o plano?


Diogo Ramalho

terça-feira, 7 de abril de 2015

Opa...Tudo bom?

Sorria,
Acene,
Aperte mãos.

Tome cuidado,
Discurso errado
Pode ter efeito inesperado.

Blá, blá, blá...
Eu sou...
Eu sou...
Eu fiz...

Sem distinção,
Abraçando vários mundos
E vivendo com sussurros nas costas.

Simpático,
Muito simpático.

Quem é você?
Prazer...

Sorria!

Diogo Ramalho

terça-feira, 17 de março de 2015

Ser argila

A chuva fina,
O céu nublado em um misto de laranja e lilás.
Na correria frenética do presente
Me sinto em dívida com o passado,
Como se faltasse o gran finale,
O jogar da última pá de terra,
O show pirotécnico que com seus fogos e pólvoras carbonizará meu coração.
A chuva cai fina
E a lama nos sapatos deixam pegadas no asfalto molhado.
Sou como cada pegada que deixei
O sereno dissolverá toda areia
E ao amanhecer não restará nada,
Apenas um sapato enlameado na porta de uma casa qualquer.

E assim a gira não cessa,
Aconteceu, vai acontecer, já está acontecendo.
Simples como olhar o céu
E percebe-lo azul sobre nossas cabeças,
Óbvio como a água que mata a sede.

Mudam-se os coadjuvantes,
Mas o velho enredo permanece
E aos olhos de todos as únicas coisas incertas são a previsão do tempo
E esse tom de lilás da noite.

A noite é longa
E os fantasmas que por ela vagam já não impõe medo
São sempre os mesmos múrmuros,
Eco de uma decadência passada que impregna o ar
Enferrujando a imagem de um futuro relevante

Não viu a oportunidade?
Tudo está diante de seus olhos,
Mas fazem jogos por baixo dos panos,
Fazendo a história de rosto coberto
E ainda querem impedir que usemos máscaras.

Há um novo ato,
Um último ato.
Os ventos do passado causam frio
Tudo no desenrolar para o desfecho
E a chuva fina continua a cair
Cortando seu barato com uma frase no canto.




...Continua na próxima edição!





Diogo Ramalho

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Toque

O ser humano perdeu a fé...
E não digo no sentido religioso,
A sociedade apenas crê no palpável,
Só é real se puder por as mãos,
Manusear sem cuidado.

Amizade medida por influência e interesses,
Amor medido por valores e bens,
Mundo hedonista e louco.
Nos prometendo riquezas,
Fama e uma vida de proezas,
Sendo que precisamos de tão pouco.

O bem estar ligado a conta corrente,
Espirito aventureiro só tem quem tem bala na agulha!
A tomada de posse,
Aí não tem pose,
Bronze
E chopp.
Tudo deixa de ser gostoso
E vira doentio,
Amor falácia,
Sentimento vazio.

Tudo resumido ao toque,
São absurdos e tolices
Que nos impõe .


Diogo Ramalho

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Entrando no ritmo




Entendi qual é o ritmo
Dessa nossa socialização,
Não importa o que sinto
Se mostro satisfação.

Posso até está mentindo
Escondendo a dor do coração,
Mas se abro um lindo sorriso
Finjo para não ter confusão.

Se o importante é ter amigos,
Não importando a motivação,
Só ofereço amizade a quem merece,
e as vezes prefiro...
...prefiro a reclusão.

Abro sempre o mesmo sorriso,
Largo e bem resolvido,
Pode prestar atenção,
Mas tudo isso é só pose,
Como se fosse televisão.

Ao redor apenas bons espíritos,
Amizade de longa duração,
Reprocidade equilíbrio,
Nada de competição.

Entendi qual é o ritmo
Dessa socialização,
O importante é o sorriso
E demonstrar satisfação.


Diogo Ramalho