quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Era outra vez...



Era outra vez...
...Um poeta triste,
Que ainda achava não haver versos mais dolorosos que os seus,
Mas às vezes ele escrevia versos alegrinhos.
O motivo de ainda possuir tristeza era uma nova moça alva,
E por ela: Amou, escreveu e disse um adeus,
Quase como um até breve.

Resolveu o poeta então perambular pela floresta dos desejos mundanos,
Etilicamente nem se distraia mais
E a erva continuava a lhe abrir as portas da percepção.
E continuava impaciente o coração poético.
Um coro de uma infinidade de gente grita:
Distração pra alma é outra paixão
E volta o poeta a sua saga de beijos e corpos,
Mas o amor que conhecerá é o que almejava.
Mais não podia prová-lo
E assim seguia a sina
De viver sozinho e amando afastado.



Diogo Ramalho

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