quarta-feira, 3 de julho de 2013

Expressão do que ficou




Não sei se é sina,
Se estou predestinado,
Só sei que meu caminho tem sido tortuoso e solitário,
Destino herdado,
Solidão hereditária
A mesma história passando
De pai para filho,
De pai para filho...
Tenho amor
E não tenho coragem...
Um mundo em pé de desigualdade,
Ninguém sabe o que é ter um coração cansado,
Sinto por ti,
Por seus irmãos,
Por suas mães
E vejo que não percebem o que se passa aqui.
A vitória dos idiotas maiorais
Que cheios de certezas subjugam
Nossos sábios cheios de dúvidas.
A dor do mundo me consome,
Por conta da cegueira dos que nos rodeiam,
Triste sina de poeta que tende a sofrer mais que os outros,
Condenado a vagar de coração em coração,
Sempre atrás de algo que nunca irá encontrar.
Será?
Um futuro nebuloso se mostra a frente
E não espero nada mais que as mesmas histórias tolas,
Os mesmos presentes sem significados,
Apenas valor monetário.
Não sei se é sina,
Mas sozinho a vida é mais simples,
Sem preocupações,
Só que às vezes o coração pensa em se amarrar,
Traindo a razão que predomina.
Não sei se é sina,
Solitude virou opção
E assim a vida finda
Sem o peito sofrer de paixão,
Uma hora tudo passa
E tudo será forte...
O mundo dos sonhos será meu.

Diogo Ramalho


Um comentário:

Edlene Damaceno disse...

MUITO BOM É POUCO, SUAS POESIAS SÃO EXCELENTE...PRAZER LER ALGO TÃO SIGNIFICANTE.
DIGNÍSSIMO POETA.